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Resposta a Trump: Maduro ordena exercícios militares


O líder venezuelano, Nicolás Maduro, convocou nesta segunda-feira (14) novos exercícios militares, três dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que não descarta "a opção militar" para resolver a crise no país.
A declaração do republicano alimentou a acusação do chavista de que a Casa Branca deseja intervir na Venezuela, feita desde que Maduro foi eleito, em 2013, e reforçada durante a onda de protestos contra o regime, iniciada em abril.
Diante de milhares de pessoas que participaram de um ato cujo lema foi "Fora da América Latina, Trump", Maduro anunciou o treinamento, que chamou de "Exercício Soberania Bolivariana 2017", para 26 e 27 de agosto.

Sobre a ameaça do americano, disse que a Venezuela não pode ser ameaçada "por ser um país de paz" e agradeceu as condenações feitas por países latino-americanos, inclusive aqueles críticos a seu regime.
"Trump, jogando golfe em seu campo privado, [...] saiu para falar e disse a frase mais insolente, desproporcional, vulgar e ofensiva que jamais se disse contra a Venezuela na história das relações internacionais."
Ele acusou a Casa Branca de ordenar as manifestações de seus rivais. "Primeiro decretaram que se instalasse o caos e a violência e, para isso, têm uma quinta coluna aqui, que se chama oposição da Venezuela, a direita apátrida."
Também reiterou a intenção de punir os adversários pela violência, que chamou de "terrorismo burguês", através da comissão da verdade da Assembleia Constituinte para investigar "a violência política" nos 18 anos do chavismo.
"Prejudicaram muito a pátriaaram queimar, quebrar e matar têm que responder. A violência dos baderneiros foi para provocar uma guerra civil para justificar uma intervenção estrangeira na Venezuela."
Como outro motivo para que a oposição seja punida, citou a nota da Mesa de Unidade Democrática (MUD) sobre a frase de Trump, em que rejeitam a interferência, mas não mencionam nominalmente o americano e os EUA.
"Não dizem uma só palavra para defender o direito à paz nesta terra sagrada", disse, para depois se referir à eleição regional, previstas para outubro. "Estarão aí os candidatos de Trump e os candidatos da revolução."
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