
O Globo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou novamente sobre os protestos de simpatizantes da ideologia supremacista branca hoje. Após dois dias de críticas pela falta de firmeza nas primeiras declarações sobre o protesto da extrema-direita conservadora americana em Charlottesville (Virgínia), nos Estados Unidos, o chefe de Estado denunciou a violência de grupos supremacistas brancos, neonazistas e apoiadores da Ku Klux Klan, chamando-os de criminosos. Ele afirmou que a Justiça vai agir contra aqueles que cometeram crimes.
Trump foi duramente criticado, no fim de semana, por republicanos e democratas, sobre seus comentários e sua inação em relação ao protesto de grupos supremacistas brancos em Charlottesville.
No sábado, um homem, identificado como James Alex Fields, atropelou uma multidão que se manifestava contra os conservadores, provocando a morte de uma mulher e ferindo outras 19 pessoas. Em coletiva de imprensa, Trump culpou "muitos lados" pela violência, sem condenar explicitamente os grupos de ideologia extremista, e não respondeu perguntas de repórteres, que questionavam se ele considerava o atropelamento de manifestantes antirracistas um ato de terrorismo. Nesta segunda-feira, ele endureceu o tom, e fez referência direta aos supremacistas:
“O racismo é o mal. E aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e bandidos, incluindo a KKK, neonazistas, supremacistas brancos e outros grupos de ódio. São repugnantes a tudo que prezamos como americanos”, afirmou Trump em comunicado transmitido direto da Casa Branca, em Washington. “Somos uma nação fundada na verdade que todos somos criados iguais. Somos iguais aos olhos de nosso Criador. Somos iguais sob a lei. E somos iguais perante a Constituição. Aqueles que disseminam violência em nome da intolerância atingem o cerne dos Estados Unidos”.
O primeiro posicionamento do presidente chegou até a ser saudado por neonazistas por não culpar diretamente os supremacistas brancos pelos atos que levaram à morte de Heather Heyer, de 32 anos. Nos protestos que marcaram o domingo na cidade de Virgínia, Trump chegou a ser considerado um dos culpados pela escalada de ódio racial nos Estados Unidos.
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