Pular para o conteúdo principal

Ato nacional contra o governo Michel Temer acontece nesta sexta no Recife

Militância petista no bairro do Derby, no Recife. Foto: reprodução/Twitter do senador Humberto Costa.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Frente Brasil Popular, a Frente Povo Sem Medo, os movimentos sociais, as organizações populares e partidos de esquerda realizam nesta sexta-feira, (10), um ato unificado “Fora Temer, Não ao Golpe, nenhum Direito a Menos”. Concentração, a partir das 15h, na Praça do Derby, no Recife.
De acordo com o presidente da CUT-PE, Carlos Veras, com menos de um mês do afastamento da presidente afastada Dilma Rousseff, “a conta já chegou aos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”.
“O presidente ilegítimo e golpista, Michel Temer, não esconde o que estava por trás do afastamento ilegal da presidenta Dilma Rousseff: reforma da Previdência, com arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, Fies, ProUni e Pronatec, criminalização e perseguição dos movimentos sociais”, destacou Veras.
A manifestação vai focar, também, no pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, do senador Romero Jucá, do ex-presidente da República José Sarney e do deputado afastado da Câmara Eduardo Cunha, feito esta semana pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot e enviado ao Supremo Tribunal Federal.
De acordo com Carlos Veras, esses fatos recentes mostram que os integrantes da cúpula do PMDB “arquitetaram toda a movimentação para barrar as investigações da Lava Jato, usurpar o poder e aplicar o poder mais neoliberal da história do Brasil”.
“Não reconhecimentos o governo golpista, Temer não governará. A rua já é o nosso lugar de resistência, as ocupações são os comitês de resistência, e a luta é nosso lema. Não temos nada a Temer. Acreditamos que o crescimento das manifestações é o único caminho para derrotarmos o golpe”, afirmou Veras.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

Reincidência faz de Dirceu um mártir do cinismo

Josias de Souza Ao  condenar  José Dirceu a 23 anos e 3 meses de cadeia, nesta quarta-feira (18), o doutor Sérgio Moro transformou em pó a análise de conjuntura que o diretório do PT aprovara horas antes. Na sentença do juiz da Lava Jato, Dirceu não é o “heroi do povo brasileiro” retratado no grito de guerra da militância, mas um criminoso  reincidente . Ainda assim, o documento do PT refere-se à Lava Jato como uma operação “golpista”. “A Operação Lava Jato desempenha papel crucial na escalada golpista”, anotou o PT na sua análise de conjuntura. “Alicerçada sobre justo sentimento anticorrupção do povo brasileiro, configurou-se paulatinamente em instrumento político para a guerra de desgaste contra dirigentes e governantes petistas, atuando de forma cada vez mais seletiva quanto a seus alvos, além de marcada por violações ao Estado Democrático de Direito.” Preso em Curitiba desde agosto de 2015, Dirceu foi sentenciado por ter recebido pixulecos que somam R$ 15 milh...