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Gilmar Mendes volta a criticar vazamento de pedidos de prisão da cúpula do PMDB

Foto: Carlos Humberto./SCO/STF
Estadão Conteúdo – O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes voltou a criticar nesta sexta-feira, 10, o vazamento de informações sobre os pedidos de prisão da cúpula do PMDB feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. “Quem exerce funções legais não pode sair cometendo ilegalidades”, disse o ministro, em entrevista à Rádio Estadão. O ministro já havia criticado o vazamento na terça-feira passada, dia 7.
Apesar da crítica, ele avaliou que os ministros da Corte não se sentirão pressionados no julgamento dessa questão, porque são muito experientes e sabem lidar com as diversas opiniões. Mendes não soube dizer quando e se esses pedidos de prisão irão a plenário, argumentando que esta é uma decisão do relator da Lava Jato no Supremo, ministro Teori Zavascki.
Na entrevista à rádio, Gilmar Mendes disse que este e outros vazamentos têm ocorrido em processos que deveriam ficar em sigilo. “A toda hora nos defrontamos com esse tipo de situação”, criticou. O ministro destacou que algumas das “manifestações da PGR chegam primeiro à imprensa do que no gabinete do relator”. E frisou que é preciso cuidado para que isso não se transforme em flagrantes abusos, porque tais assuntos merecem ser tratados com respeito.
Gilmar Mendes foi indagado também sobre as críticas de que na Operação Lava Jato, a primeira instância (a Vara de Sérgio Moro, em Curitiba) atua de maneira acelerada, contando com várias condenações, e no caso dos políticos, que têm foro privilegiado e os processos ficam com o STF, a celeridade não é a mesma.
Em resposta, o ministro disse que o STF não é uma corte dedicada apenas às matérias penais. “Há mais inquéritos abertos (no STF há um total de 50) do que denúncias oferecidas pela procuradoria (no total de 11)”, justificou.

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