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Ciro Gomes se oferece para impedir que Lula seja preso

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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) se ofereceu hoje (27) para, ao lado de juristas simpáticos ao governo Dilma, impedir que o ex-presidente Lula seja preso, caso seja esta a decisão do juiz paranaense Sérgio Moro.
Segundo ele, caso se confirme essa possibilidade, o ex-presidente pediria asilo em alguma embaixada estrangeira no Brasil.
“Eu quero me voluntariar para formar um grupo, com juristas nos assessorando, que se a gente entender que o Lula pode ser vítima de uma prisão arbitrária, a gente vai lá e sequestra ele e o entrega numa embaixada. Isto eu topo fazer”, disse o ex-ministro da Integração numa entrevista ao portal Diário do Centro do Mundo.
Nada obstante, considera “improvável” a prisão do ex-presidente “porque ele não tem culpa”.
“Essas prisões temporárias, essa tortura para obter delações premiadas, tudo isso é completamente fascista e injurídico. Estamos à margem da lei, em circunstância de golpe”, acrescentou.
Disse, entretanto, ser favorável à continuidade da Operação Lava Jato, desde que as investigações se deem respeitando a democracia.
“É arbitrário e violento conduzir coercitivamente um cidadão que nem réu é, e nunca se negou a comparecer, esclarecer as coisas, como ele (o juiz Sérgio Moro) mandou fazer com o Lula. É absolutamente criminoso, para além de arbitrário, divulgar conversas grampeadas do Presidente da República. Nos EUA isso é crime punível com pena de morte”, afirmou.
Na comissão do impeachment do Senado, Humberto Costa (PT-PE) defendeu o resultado da perícia que isentou Dilma Rousseff de responsabilidade pelas pedaladas fiscais.
Segundo ele, “para se caracterizar um crime de responsabilidade de um presidente da República é necessário que haja sua participação direta. Mas quando vem um parecer e afirma claramente que não há participação direta da presidente no Plano Safra, essa denúncia, que já era frágil, se torna um pretexto para afastar uma presidente eleita pelo povo”, disse o senador pernambucano.
Segundo a perícia, não há dúvida de que a presidente foi a responsável pela edição de decretos de créditos suplementares. Mas não houve qualquer participação direta ou indireta ou indireta dela nas operações de crédito conhecidas como “pedaladas fiscais”.
“É bom que se diga, inclusive, que a base do governo golpista era totalmente contrária a que se fizesse essa perícia, e foi graças a uma decisão do STF que ela foi realizada”, acrescentou.
A comissão ouvirá testemunhas da defesa até a próxima quarta-feira, 29.
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