Pular para o conteúdo principal

Haddad: Nunca vi procurador fazer denúncia sem provas


Do UOL
Candidato à reeleição, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou a denúncia do MPF (Ministério Público Federal) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Nunca tinha visto o anúncio de uma denúncia em que o promotor afirma que não tem provas, mas tem convicção contra a pessoa", disse o petista nesta quinta-feira (15) em entrevista à rádio BandNews FM.
"A Justiça tem que usar venda para não julgar com preconceito", completou o petista.
O prefeito fez referência a uma frase do procurador Roberson Henrique Pozzobom na coletiva de imprensa em que o MPF apresentou a denúncia. "Não temos aqui provas cabais de que Lula é efetivo proprietário no papel do apartamento", disse ontem o procurador.
Haddad disse ainda que não sabe avaliar os efeitos da denúncia contra Lula em sua campanha. Ele, porém, se mostra reticente quanto à denúncia.
"Será que essa questão está em conformidade com o Estado de Direito? Não tenho preocupação com investigação nem com os investigados. Minha preocupação é com a forma de se fazer as coisas, a solidez dos procedimentos, para que não se cometa injustiça, nem para um lado nem para o outro".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...