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Juiz nega absolvição sumária de Lula e seu filho


O Globo
O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, rejeitou os pedidos de absolvição sumária feitos pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva. Assim, terá continuidade a ação penal surgida a partir da Operação Zelotes em que os dois são réus. O juiz também marcou uma audiência para o dia 22 de junho, na qual a praxe é o comparecimento de todas as partes.
O Ministério Público Federal (MPF) os acusa pelos crimes de tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Eles são investigados por supostas irregularidades em negociações que levaram à compra de 36 caças da empresa sueca Saab e à prorrogação de incentivos fiscais para montadoras de veículos. Os crimes teriam sido cometidos entre 2013 e 2015. Na condição de ex-presidente, Lula teria prometido ajudar o casal de lobistas Mauro Marcondes e Cristina Mautoni, também réus, que representavam os interesses da Saab e das montadoras MMC e Caoa. Em troca, eles teriam repassados mais de R$ 2,5 milhões a Luís Cláudio.
A defesa de Lula e de seu filho alegou serem inexistentes os crimes pelos quais são acusados. O juiz rebateu o argumento: "É imperioso, portanto, levar o processo adiante para que se faça o confronto das provas para fins de um juízo absolutório ou condenatório ao final da instrução, não sendo caso de absolvição sumária."
Pai e filho alegaram que uma decisão anterior de Vallisney de receber a denúncia, transformando-os em réus, não tinha fundamentos. O juiz rebateu, dizendo que seu ato "foi devida e suficientemente fundamentado, quando apontou estarem presentes os requisitos para o recebimento da peça acusatória, fazendo-se considerações quanto aos fatos, as circunstâncias e as condutas dos réus".
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