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“No final, vai prevalecer o bom senso”, diz Lula


Durante um encontro com jornalistas, ontem, no Instituto Lula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que ele será cada vez mais inocentado. O petista teve a ideia da reunião, segundo ele, para gravar uma entrevista e matar a saudade. "Faz muito tempo que a gente não conversa. Eu então tomei a decisão de, neste final de ano, tomar um café com vocês e tentar matar a saudade. Ver também o que vocês tanto querem perguntar e se eu vou saber responder", disse Lula.
Lula foi polêmico, mais uma vez, ao dizer que, por ter o “tesão de um rapaz de 20 anos” ele é capaz de disputar a eleição. "Como eles podem tentar evitar que um velhinho [como eu] de 72 anos de vida, energia de 30 anos e tesão de 20 seja candidato? Não é possível. É tanta coisa boa junta que eles têm que deixar. Ainda mais um cara que tem um otimismo, sozinho, que todos não tem juntos”, cravou.
No mesmo tom de brincadeira, Lula comentou com os jornalistas sobre o seu humor e a boa posição em que se encontra nas pesquisas eleitorais. "Vou tentar ter o melhor humor possível. De vez em quando eu vejo alguém dizer que estou mal-humorado. Eu não poderia estar mal-humorado porque sou corintiano. E estou em primeiro lugar nas pesquisas [eleitorais]. Se tem alguém que está mal-humorado neste país não sou eu."
O ex-presidente afirmou que "a gente continua vivendo no Brasil um momento atípico na política" que só será normalizado quando "o povo eleger diretamente um presidente ou uma presidenta da República". Lula, que será julgado no dia 24 de janeiro pelo caso do tríplex, disse que não teme ser condenado nem preso e que será candidato "enquanto o PT quiser" e ele puder recorrer à Justiça para se manter na campanha.
“Como eu acho que eu vou ser cada vez mais inocentado, eu acho que no final vai prevalecer o bom senso nesse país”, finalizou o ex-presidente.
Maluf na ala de vulneráveis – O juiz substituto Bruno Aielo Macacari, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, determinou, ontem, que Paulo Maluf (PP-SP) seja levado para o Centro de Detenção Provisória da Penitenciária da Papuda, em Brasília. O deputado federal ficará no bloco 5, na chamada "ala dos vulneráveis", em geral destinada a idosos, políticos e presos sob algum tipo de ameaça. A medida dá início à execução da pena do congressista, nos termos do que foi determinado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin. Na decisão, o magistrado determina também que a direção da unidade informe em 48 horas se tem condições de prestar assistência médica a Maluf, ainda que com recurso à rede pública. Ele também manda o Instituto Médico Legal (IML) fazer perícia sobre as condições de saúde do deputado.
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