O senador Magno Malta (PR-ES), um dos mais polêmicos integrantes do Senado, estaria disposto a polemizar com a presidente afastada Dilma Rousseff, no próximo dia 29, data em que ela vai comparecer ao plenário daquela Casa para apresentar sua defesa no processo de impeachment.
Malta, conhecido no Congresso como “provocador”, pretende elencar uma série de promessas feitas e não cumpridas pela presidente da República, e depois perguntar o seguinte: “E aí? A senhora mentiu ou não mentiu?”
Ontem (17), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e o presidente do SFF, ministro Ricardo Lewandowski, definiram o rito final do processo de impeachment.
Pelo calendário, o julgamento terá início na próxima quinta-feira, dia 25, às 9h, e deverá durar pelo menos quatro dias.
Os dois primeiros dias serão dedicados à ouvida de testemunhas, que ficarão em um hotel de Brasília, incomunicáveis, à disposição dos senadores.
A presença de Dilma no plenário para apresentar sua defesa está prevista para o dia 29, às 9h da manhã. Ela terá direito a falar por 30 minutos.
Em seguida, o presidente do STF fará aos 81 senadores a seguinte pergunta:
“Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?”
“Cometeu a acusada, a senhora presidente da República, Dilma Vanna Roussef, os crimes de responsabilidade correspondentes à tomada de empréstimos junto à instituição financeira controlada pela União e à abertura de créditos sem autorização do Congresso Nacional, que lhes são imputados e deve ser condenada à perda do seu cargo, ficando, em consequência, inabilitada para o exercício de qualquer função pública pelo prazo oito anos?”
Se 54 senadores responderem que “sim”, a presidente perderá o mandato e ficará inelegível por 8 anos.
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