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Trabalho cansa


Carlos Brickmann
O Congresso entra agora em recesso branco, uma longa folga extraordinária, para que Suas Excelências possam se dedicar às próximas eleições municipais, em outubro. Dos 513 deputados, 29 são candidatos; dos 81 senadores, dois disputam as eleições. A carreira política de 5% dos senhores parlamentares faz com que o Congresso Nacional inteirinho paralise suas atividades, bem no momento em que se discutem os cortes no Orçamento - e, portanto, o caminho que o Brasil irá seguir.

Só relembrando, o Parlamento foi criado na Inglaterra, há quase mil anos, com a função específica de votar o orçamento e vigiar as despesas da Casa Real.
Juntando a pouca disposição para o trabalho das Excelências congressistas com a política econômica de Temer, temos o seguinte resultado: a previsão do mercado é de que a dívida líquida do Governo Federal chegue, no final do ano que vem, a 49,05% do PIB, Produto Interno Bruto (o que aumenta o custo dos financiamentos externos, entre outras consequências). A previsão é pior do que a do fim do Governo Dilma, 47%. E põe a equipe econômica de Dilma acima da de Temer.

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