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87% dos brasileiros acreditam que o financiamento privado nas eleições pode levar à corrupção

Na quinta-feira, 18 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a doação de empresas para campanhas eleitorais a partir das eleições municipais em 2016. Essa decisão vai ao encontro com o pensamento da sociedade brasileira: a grande maioria das pessoas acredita que o financiamento privado leva à corrupção. Não quer dizer que seja verdadeiro.
A constatação é do levantamento realizado pela Hello Research, agência especializada em pesquisa de mercado e aplicações em business intelligence. A empresa ouviu 1.193 pessoas em mais de 70 cidades de todas as regiões do país. A margem de erro é de três pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.
No total, 87% dos entrevistados acreditam que as doações de empresas para candidatos podem levar à corrupção após a eleição por comprometer o político com as organizações doadoras. Apenas 4% afirmam que o financiamento privado não facilita a corrupção e outros 9% não responderam.
Este índice é mais significativo entre os jovens de 16 a 24 anos, com 91%. Na sequência aparecem os grupos “35 a 44 anos”, com 89%, “45 a 59 anos”, com 87%, e “60 anos ou mais”, com 85%. O menor índice é dos adultos entre 25 e 34 anos, com 83%.
Na divisão regional, 97% dos moradores do Norte acreditam que a doação de empresas pode levar à corrupção após a eleição – o maior número registrado. Centro-Oeste (89%), Sudeste (88%), Nordeste (86%) e Sul (79%) surgem na sequência.
“A pesquisa mostra que a decisão do STF realmente atende os anseios da sociedade brasileira, pois a grande maioria da população é contra a doação de empresas para campanhas e acredita que é um meio que leva à corrupção”, comenta Davi Bertoncello, CEO da Hello Research.
A pesquisa também mostra que 58% dos brasileiros apoiam a proibição do financiamento privado de campanha. Em contrapartida, 29% se posicionaram contrários à decisão, enquanto 10% não são nem contra, nem à favor e 3% não souberam ou não responderam a questão.
Na análise por idade, 60% dos jovens entre 16 e 24 anos são favoráveis à proibição, seguido pela categoria “25 a 34 anos” com 59%. Adultos entre 35 e 44 anos e idosos com mais de 60 anos possuem 57% de aprovação, enquanto que 56% do grupo “45 a 59 anos” apoia a medida que impede a doação de empresas para candidatos.
Entre as regiões, 80% da população do Centro-Oeste também é favorável à proibição – índice muito acima das outras localidades. A segunda posição é do Sudeste, com 64% dos entrevistados apoiando a decisão do STF. No Nordeste, 48% apoiam, mas 40% são contrários. O número é semelhante no Norte, com 42% favoráveis e 37% contrários. Por fim, no Sul, 47% apoiam, 21% rejeitam a proposta e 26% não são nem à favor, nem contra.

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