Pular para o conteúdo principal

“Brasil está protegido”, diz Levy sobre reservas


Da Folhapress
O ministro Joaquim Levy (Fazenda) afirmou que o volume de reservas em moeda estrangeira do país é “muito significativo” e, por isso, o Brasil “está protegido”.
“Temos US$ 370 bilhões de reservas. É mais de R$ 1 trilhão”, afirmou na noite de ontem após participar de evento em São Paulo promovido pela revista “Istoé Dinheiro”.
Mais cedo, diante de nova disparada da cotação do dólar, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, dissera que recursos das reservas poderiam ser vendidos para segurar a alta da moeda americana.
Levy afirmou que o uso das reservas é uma possibilidade, mas que a decisão cabe ao BC. “Temos as ferramentas de proteção para um momento de um pouquinho mais de turbulência. Estamos garantindo o bom funcionamento dos mercados e da economia”, disse.
O Tesouro Nacional também interveio no mercado nesta quinta-feira (24), ao anunciar um programa de compra e venda de títulos públicos com o objetivo de conter a volatilidade dos juros futuros.
“Na área do Tesouro, a partir de março, acumulamos recursos adicionais que nos permitem nesse momento dar fôlego aos investidores”, disse. Levy afirmou ainda que as operações de swap cambial (renegociações de contratos de câmbio) feitas pelo BC vêm garantindo que as empresas brasileiras passem pelo momento de alta do dólar. Ele negou que o mecanismo seja usado para interferir na cotação do dólar.
“Não é feito para interferir no preço, para baixar o dólar ou coisa assim, porque isso não é assim que a gente faz”, disse. “A política do swap às vezes é muito mal entendida. As pessoas acham que têm custo. Na verdade, é exatamente um seguro, uma proteção para as empresas. Uma parte muita significativa dos swaps tem sido comprada pelas empresas”.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...