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Em Paris, Dilma cita desastre de Mariana


A presidente Dilma Rousseff defendeu no discurso de abertura da COP-21 compromissos legalmente vinculantes, que obrigam os países a cumprir o que prometeram, e que o acordo que está sendo discutido garanta a diferenciação entre os países.
“Nosso acordo não pode ser apenas a simples soma das melhores intenções de todos”, disse a presidente.
Ela mencionou no discurso o desastre em Mariana e afirmou que o governo está agindo para reduzir os danos e vai punir severamente os responsáveis pela tragédia.
“A ação irresponsável de umas empresas provocou o maior desastre ambiental na história do Brasil, na grande bacia hidrográfica do Rio Doce. Estamos reagindo ao desastre com medidas de redução de danos, apoio às populações atingidas, prevenção de novas ocorrências e também punindo severamente os responsáveis por essa tragédia”, assegurou a presidente.
Segundo Dilma, o problema da mudança do clima não é alheio aos brasileiros. “Temos enfrentado secas no Nordeste, chuvas e inundações no Sul e no Sudeste do país. O fenômeno El Niño tem nos golpeado com força”, afirmou.
A presidente ainda se mostrou otimista com a possibilidade de um acordo entre os países participantes da conferência. “A COP-21 representará um marco histórico — garantiu Dilma. — Nada mais justo que isso ocorra nessa cidade, cenário de grandes transformações no mundo nos últimos séculos”


A presidente afirmou, no entanto, que uma resposta conjunta só será eficaz se for coletiva e justa. “Para isso devemos construir um acordo que seja também, e fundamentalmente, legalmente vinculante”.

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