Pular para o conteúdo principal

Oitenta cabeças próximas da guilhotina

No Congresso, há quem acredite que até a próxima segunda-feira, 28, será conhecida a relação de deputados e senadores incursos nas delações da Odebretch. Seriam perto de oitenta parlamentares envolvidos nas tramoias da empresa, denunciados como tendo recebido favores pecuniários em troca de apoio no Legislativo para as operações envolvendo superfaturamento de contratos e similares entre a empreiteira e variadas empresas públicas. Oitenta cabeças próximas da guilhotina.
Trata-se do climax das investigações feitas à sombra do poder. Caberá ao Supremo Tribunal Federal abrir os respectivos processos contra quantos pretendem valer-se de imunidades.
Em suma, a lista estaria pronta e prestes a ser divulgada.
A indagação refere-se ao que acontecerá aos premiados prestes a expor o pescoço.
A mais alta corte nacional de justiça poderá condená-los, desde a cassação dos mandatos até a proibição de candidatar-se nas próximas eleições.
Certamente pertencerão a diversos partidos, do PT ao PMDB, PP e outros. Será um razoável prejuízo para a base parlamentar do governo, impossibilitado de sair em defesa de seus integrantes.
Há temor no palácio do Planalto, em especial diante de ministros capazes de ser acusados e punidos. Na recente reunião de governadores, aqui em Brasília, a  iminência da divulgação da lista da Odebretch gerou preocupações. A empreiteira operou em muitos estados, não apenas no plano federal.
GEDDEL NA MARCA DO PÊNALTI
Ontem, na Comissão de Ética da presidência da República, era grande a impressão de que Geddel Vieira Lima tem mínimas chances de escapar à acusação de haver atuado em favor de interesses pessoais. Amanhã também será um difícil para o ministro.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...