Pular para o conteúdo principal

Gilmar é um "bufão reacionário", diz ex-ministro

"É um bufão reacionário contra o direito do trabalho, um escravocrata”

O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social Miguel Rossetto chamou o ministro Gilmar Mendes de “bufão reacionário” e rebateu as recentes declarações do magistrado, classificadas por ele como um "escárnio".
Durante evento promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abidib) e pela Câmara Americana Comércio (Amcham), Mendes dissera que há no país uma “hiperproteção do trabalhador” e que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem “má vontade” com as empresas.

“Num país com enorme desigualdade de renda e concentração de riqueza, onde milhões de trabalhadores ainda não dispõem de carteira assinada, onde ainda lutamos contra o trabalho escravo e convivemos com números inaceitáveis de mortes e acidentes relacionados ao trabalho, é um escárnio dizer que há hiperproteção do trabalhador. Gilmar Mendes, um homem “de boa vontade com o capital e de má vontade com o trabalhador representa o atraso, um país mais desigual e mais violento. É um bufão reacionário contra o direito do trabalho, um escravocrata”, afirmou Rossetto.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...