Pular para o conteúdo principal

Novos delatores: Erenice e Funaro querem falar


Leandro Mazzini - Coluna Esplanada
Os rumos da Operação Lava Jato despertaram o espírito da delação a alvos potenciais em outras investigações.
Na mira da Zelotes, que investiga esquema bilionário de sonegação junto à Receita Federal, Erenice Guerra fez chegar à presidente Dilma que não descarta uma delação se for presa.
Outro disposto a falar é doleiro Lúcio Bolonha Funaro, que em 2007 depôs ao Ministério Público Federal sobre o Mensalão do PT. Num plano de blindagem prévia, para proteger seus negócios, ano passado ele procurou emissários da Polícia Federal, sigilosamente, e se colocou à disposição caso fosse alvo da Lava Jato.
Há fortes suspeitas, para investigadores, de que Funaro tem ligações com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), enrolado na Lava Jato.
Estranhou a Funaro, segundo investigadores, o fato de Cunha contratar para advogado Antônio Fernando Souza, que foi PGR à época de seu depoimento ao MP.
Já Erenice é cria de Dilma, e chegou até o comando da Casa Civil do Planalto, de onde foi apeada após denúncias de suspeitas de corrupção.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

Sem dinheiro, Exército deixa Força no Haiti

Leandro Mazzini - Coluna Alvorada Sucumbiu no cofre da União a ideia política de fazer bonito perante a Organização das Nações Unidas (ONU), na tentativa de ganhar respeito no Conselho de Segurança e conseguir um assento na patota nuclear. Com os cortes no Orçamento deste ano e as verbas minguadas a cada dia, o Exército do Brasil vai deixar a Minustah no Haiti. Para não fazer feio, ainda envia o último contingente esta semana, para os últimos seis meses de vigilância. A Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah) foi criada e organizada pelo Conselho de Segurança da ONU para manter a ordem e evitar a tomada do poder por guerrilhas no país caribenho, após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. A presença por força política tornou-se essencialmente social após o terremoto de 2010, quando mais de 200 mil pessoas foram vitimadas. A tropa que parte para a capital Porto Príncipe foi apresentada neste domingo, na Praça dos Três Poderes em Brasíli...

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...