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Que golpe? Nem o STF enxerga


Na solenidade de assinatura do acordo do clima, na sede da ONU, hoje, em Nova Iorque, voltado para reduzir a emissão de gases do efeito estufa, ampliar o uso de matrizes energéticas limpas e reflorestar áreas verdes desmatadas, a presidente Dilma irá falar mal do seu próprio País. Dirá que está sendo vítima de um golpe parlamentar. Mas que golpe? Decano do Supremo Tribunal Federal o ministro Celso de Mello e praticamente todos os demais ministros daquela corte dizem que não há golpe.
Para Celso de Melo, o processo de impeachment transcorreu até o presente momento em cima de absoluta normalidade jurídica e a Câmara respeitou os cânones estabelecidos na Constituição. “Há um equívoco quando Dilma afirma que há um golpe parlamentar, ao contrário. O Supremo Tribunal Federal, ao julgar uma Arguição de Descumprimento de preceito Fundamental, deixou claro que o procedimento destinado à abertura do processo de impeachment observa os alinhamentos ditados pela Constituição da República", afirmou.
Na verdade, Dilma está dando mais uma fora, uma tremenda pisada de bola. O PT não pode falar em golpe, porque entrou de impeachment contra o Collor, contra Fernando Henrique Cardoso, contra Sarney e contra Itamar. Só não entrou com o Lula e a Dilma porque eles são do PT. Agora é golpe? A presidente cometerá um "erro grave" se afirmar aos governantes mundiais que há um golpe em curso no Brasil.
Comete um erro grave, com o fim único e exclusivo de denunciar um suposto golpe que ela tenha sido vítima. Esse papel de vítima não cabe. O rito que ela sofreu na Câmara tem respaldo legal e constitucional, referendado pelo Supremo Tribunal Federal. Quem ama o Brasil de verdade, não fala mal do Brasil no estrangeiro.
Não é possível que ela queira levar para a ONU o mesmo discurso retórico, a mesma verborragia que tem usado com essa história de golpe, porque não consegue responder às acusações que lhe são dirigidas. Comete um desserviço, um crime de lesa-pátria, um ultraje usar a tribuna da ONU para denegrir a imagem do Brasil no exterior.
Falar em golpe é desonestidade. O Supremo já disse que o que está sendo feito não é golpe, está dentro da lei. O PT fez o maior estelionato eleitoral da história, crimes de responsabilidade com as fraudes fiscais e a presidente quer passar na ONU a impressão de que não ocorreu nada de grave por aqui. Ao invés de se curvar a uma decisão da Câmara, a presidente mente.
Como é característica do PT, ela pensa apenas em seu projeto de poder, deixando de reconhecer que todas as etapas estão sendo convalidadas pelo Supremo. Ela não vai conseguir isso [mostrar que é um golpe] no cenário internacional. Ela está desvirtuando em 100% o objetivo da viagem, que é algo relevante e importante para o País, trazendo uma discussão que é de ordem pessoal dela.
Com muito respeito à presidente Dilma, mas está claro, através das diversas decisões do Supremo, através da própria Constituição, da observância absoluta dos ritos regimentais e legais da comissão na Câmara, que a Constituição não foi violada. Como diz Celso de Mello, é no mínimo estranho que a presidente faça uma denúncia de golpe no plenário da ONU. "Eu diria que é no mínimo estranho esse comportamento, ainda que a presidente possa em sua defesa alegar aquilo que lhe aprouver. A questão é saber se ela tem razão", afirmou o ministro.
ENTRE OS 100– O juiz federal Sérgio Moro aparece na lista das "100 pessoas mais influentes” que a revista americana “Time” publica. Ele está na categoria "Líderes", ao lado de nomes como Barack Obama, François Hollande, Angela Merkel, Vladimir Putin e Kim Jong Un. Segundo o texto que descreve o juiz paranaense, ele é chamado de "SuperMoro" e tem o nome cantado nas ruas "como se fosse uma estrela de futebol". "Mas Sergio Moro é apenas um juiz, embora um que trabalhe num escândalo de corrupção tão grande que poderia derrubar uma presidente -- e talvez mudar uma cultura de corrupção que há muito tem prejudicado o progresso de seu País."

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