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PMDB ameaça candidatos a prefeito contra impeachment


Ministros que assumirem mandato para votar podem ficar sem cargo num eventual governo
O Globo - Letícia Fernandes
A quatro dias da votação do impeachment em plenário, deputados do PMDB articulam, com aval do grupo do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP), não dar legenda aos pré-candidatos a prefeito do partido que votarem contra o impedimento da presidente Dilma Rousseff. Outra medida defendida pelos peemedebistas ligados a Temer é que, se os ministros do PMDB que reassumirem o cargo para votar não seguirem o voto da maioria, já estão sendo avisados que não terão qualquer cargo num futuro governo do vice-presidente.
O deputado Leonardo Quintão (MG), um dos mais favoráveis ao afastamento da petista, disse que as reprimendas, que serão levadas à Executiva do partido, são uma resposta aos caciques regionais do PMDB, principalmente no Nordeste, que pressionam parlamentares a votar com o governo. Quintão afirmou que a medida é "um aviso" a deputados que ainda não declararam como votam, como Washington Reis (RJ), pré-candidato a prefeito em Duque de Caxias (RJ), e a deputados que declararam ser contrários ao impeachment, caso de Valtenir Pereira (MT), pré-candidato em Cuiabá.
Ele cita ainda o caso de Pedro Paulo (RJ), candidato à sucessão do prefeito do Rio, Eduardo Paes, que reassumirá nesta quinta-feira o mandato.

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