Por Angelo Castelo Branco
As relações entre o poder público e a iniciativa privada se tornaram promíscuas como consequência da falência do sistema político. Estamos diante de um processo de autoflagelação nacional que, entretanto, pode nos abrir as portas para as grandes reformas que o Brasil precisa a fim de alcançar a estabilidade anda inédita em sua história.
Destruir o patrimônio corporativo de empresas que geram milhões de empregos e que mudaram o conceito transformando-se em grandes grupos multinacionais, é algo inaceitável e uma barbárie contra o desenvolvimento do país.
A correção e extinção de procedimentos anti-republicanos somente se dará pela via da mais absoluta transparência nas relações internas entre os três poderes, e entre estes a o âmbito da iniciativa privada. O Brasil do século 21 se agigantou demais para ser governado sob a inspiração equivocada de princípios ideológicos há muito sepultados pela economia de mercado.
O dinheiro do povo não pode ser usado para financiar a destruição de patrimônios públicos e privados em nome de reformas que competem ao próprio governo negocia-las e realizá-las.
O Congresso Nacional não pode operar como se fosse um balcão de escambos destinado a viabilizar tramitações oficiais. Fiscalizar e fazer leis já estaria de bom tamanho.
O país está em transe, amadurecendo sob o fogo cruzado de caça às bruxas, quando as lideranças deviam por ordem aos feitos e abrir trilhas de conciliações. Sem elas não chegaremos a lugar nenhum.
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