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Até oposição cautelosa sobre prisão da cúpula do PMDB


Folha de S.Paulo - Daniela Lima
O vazamento dos pedidos de prisão feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra integrantes da cúpula do Congresso e do PMDB despertou o espírito de corpo do Legislativo ao ponto de até parlamentares da oposição ao governo Michel Temer adotarem a cautela como receita básica de conduta.
Presidente do Senado e do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos alvos da ofensiva da Procuradoria, começou a receber visitas e telefonemas de solidariedade logo cedo. Ele falou pelo telefone com os outros dois alvos de Janot, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente José Sarney.
Entre todos, Sarney, para quem Janot solicitou prisão domiciliar e monitoramento por tornozeleira eletrônica, era o mais abatido. Renan tratou a medida como "absurda" nos bastidores, assim como Jucá.
Reservadamente, senadores da base de apoio ao governo interino de Michel Temer (PMDB) dizem que Janot pode ter se excedido nos pedidos de prisão se tudo o que o procurador tiver contra os peemedebistas forem asgravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.
Eles acreditam ainda que o vazamento dos pedidos de prisão, publicados nesta terça (7) pelo jornal "O Globo", pode ter repercutido mal no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), a quem caberá o julgamento da aplicação da medida para Renan, por exemplo.
Afirmam que os ministros podem ter se sentido "pressionados" pela divulgação da medida, o que poderá gerar efeito contrário ao pretendido por Janot e inviabilizar a aceitação dos pedidos de prisão.


Até senadores do PT evitaram usar o episódio para atacar o PMDB ou mesmo o governo Temer. Eles querem aguardar a reação do Supremo ao caso para decidir que linha adotar a partir de então.

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