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Defesa de Renan diz que pedido de prisão é "absurdo"


Do UOL
O advogado Eugênio Pacelli, que defende o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, hoje, que vai solicitar informações ao STF (Supremo Tribunal Federal) sobre o pedido de prisão feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Segundo ele, se o pedido tiver sido feito com base nas gravações do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o pedido de prisão é "um absurdo".
Janot fez pedidos de prisão contra Renan, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney (PMDB-AP) e o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
De acordo com o jornal "O Globo", a base do pedido de prisão de Renan, Jucá e Sarney é as gravações feitas por Machado antes da homologação de sua delação premiada.
Nas gravações, o trio aparece em diferentes situações falando sobre estratégias para lidar com a Operação Lava Jato. Em uma das gravações, Renan chama Janot de "mau caráter" e diz que trabalhou para evitar a recondução do procurador ao cargo.
Em outra gravação, Renan defende a mudança na legislação sobre as delações premiadas.
Pacelli diz que foi informado nesta terça-feira sobre o pedido de prisão contra Renan e que irá pedir acesso tanto ao pedido de prisão quanto à delação premiada de Machado. "Não tive acesso a nada. Vou pedir acessos aos documentos. Quero saber se vivemos num Estado policial ou não", afirmou.
Pacelli reiterou que não vê elementos nas gravações feitas por Machado que justifiquem um pedido de prisão contra Renan.
"Se for baseado nas gravações, é um absurdo. Repito, não vi nenhum ato que pudesse significar alguma tentativa de barrar a Lava Jato. Ele fez uma crítica à operação assim como muitos juristas já fizeram. Se isso é querer perturbar a Lava Jato, então não tem mais democracia", afirmou.
Segundo o jornal "Folha de S.Paulo", os procuradores da Lava Jato avaliam que o conteúdo das gravações feitas por Machado são mais graves que aquelas que levaram o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS) à prisão.
Em novembro de 2015, Delcídio foi preso após gravações revelarem que ele tentou interferir na delação premiada do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.


Nas gravações, feitas pelo filho de Cerveró, Bernardo, Delcídio promete ajuda financeira à família do ex-diretor e dá dicas para um plano de fuga para fora do país.

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