Começou, às 9h37 de hoje, a reunião do Conselho de Ética da Câmara que destinada a debater e votar o parecer do deputado Marcos Rogério (DEM-RO) que pede a cassação do mandato parlamentar do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O primeiro parlamentar chegar foi Carlos Marun (PMDB-MS), um dos aliados mais próximos de Cunha, que se posicionou às 8h54 em frente ao painel para registrar presença.
A ordem de chegada é relevante para os suplentes da comissão, como é o caso de Marun, porque, no caso de ausência de titular, vota o suplente do mesmo bloco que primeiro registrou presença. Antes de ser registrar presença, o peemedebista afirmou que não sente qualquer “constrangimento” em defender Cunha abertamente.
“Num primeiro momento tentou-se acelerar o processo de cassação do Cunha para evitar o impeachment. E agora querem por vingança. Eventual cassação tem que ser alicerçada por provas. Eu não sinto constrangimento nenhum”, afirmou Marun.
O segundo suplente a registrar presença foi o Subtenente Gonzaga (PDT-MG) e o terceiro foi Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que é favorável à cassação do presidente afastado da Câmara.
Cunha é acusado de manter contas secretas no exterior e de ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras no ano passado. Ele nega e afirma ser o beneficiário de fundos geridos por trustes (entidades jurídicas formadas para administrar bens e recursos).
Antes da votação, será dada a palavra aos deputados inscritos para debater o relatório – dez minutos aos membros do conselho e cinco minutos aos não-membros. Se não der tempo de concluir a discussão nesta terça, a votação poderá ficar para quarta-feira (8).
Para que o parecer seja aprovado, serão necessários os votos da maioria dos 21 integrantes do colegiado. Se for rejeitado, será designado um novo relator, que fará outro parecer a ser votado no conselho.
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