Pular para o conteúdo principal

Jereissati: Não dá mais chamar isso de governo


O Brasil não consegue mais suportar três anos de governo da presidente Dilma Rousseff, avalia o senador Tasso Jereissati (CE), integrante da cúpula de comando do PSDB. "Desde a eleição, da posse, a cada semana as coisas só pioram", avalia o tucano, que acredita que a melhor solução seria Dilma deixar o poder.
"Com toda sinceridade, no início do ano, se eu fosse perguntado, diria que o ideal era que ela fosse até o fim. Mas hoje não estou vendo possibilidade de o País suportar três anos com esse nível de desgoverno", diz o tucano, em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo.
"Na economia era previsível que se chegasse a uma situação difícil. A partir do primeiro governo Dilma os sinais de erro da economia vieram aparecendo com muita nitidez. Mas ninguém imaginava, desde o mais ferrenho oposicionista, o mais profundo economista, que se chegasse ao ponto que chegamos", diz.
"Acho que ninguém quer rompimento institucional. Agora a minha dúvida é se o País suporta, se a economia suporta três anos e meio no caos administrativo e político que estamos vivendo", diz ainda o senador, em relação ao impeachment. "Me parece que a presidente Dilma não é mais capaz de ser nenhuma solução. Acho que ela é o problema", acrescenta.
Sem chamar de "pacto nacional", ele defende que talvez seja hora de "políticos de esquerda, de direita, de partidos diferentes" esquecerem um pouco "as questões partidárias, regionais" e começarem a conversar com os agentes econômicos "em torno de um consenso qualquer que possa dar uma parada nessa ladeira abaixo que estamos indo". Sobre 2018, ele diz que o PSDB "tem pelo menos dez nomes" para disputar a presidência. (Do portal Ceará 247)

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

Reincidência faz de Dirceu um mártir do cinismo

Josias de Souza Ao  condenar  José Dirceu a 23 anos e 3 meses de cadeia, nesta quarta-feira (18), o doutor Sérgio Moro transformou em pó a análise de conjuntura que o diretório do PT aprovara horas antes. Na sentença do juiz da Lava Jato, Dirceu não é o “heroi do povo brasileiro” retratado no grito de guerra da militância, mas um criminoso  reincidente . Ainda assim, o documento do PT refere-se à Lava Jato como uma operação “golpista”. “A Operação Lava Jato desempenha papel crucial na escalada golpista”, anotou o PT na sua análise de conjuntura. “Alicerçada sobre justo sentimento anticorrupção do povo brasileiro, configurou-se paulatinamente em instrumento político para a guerra de desgaste contra dirigentes e governantes petistas, atuando de forma cada vez mais seletiva quanto a seus alvos, além de marcada por violações ao Estado Democrático de Direito.” Preso em Curitiba desde agosto de 2015, Dirceu foi sentenciado por ter recebido pixulecos que somam R$ 15 milh...