Pular para o conteúdo principal

Oposição pressiona Cunha para pôr em votação o pedido de “impeachment”

Raul Jungmann - divulgação PPS
Deputados de oposição vão pressionar o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que coloque em votação o mais breve possível o pedido de “impeachment” da presidente Dilma Rousseff formalizado, na semana passada, pelo advogado paulista Hélio Bicudo (ex-PT).
O ex-petista alega no pedido que os requisitos para que Dilma seja afastada do cargo, por crime de responsabilidade, já estão atendidos, cabendo agora ao presidente da Câmara iniciar o processo.
Eduardo Cunha diz que está sem pressa para analisar essa questão e mesmo sendo adversário político da presidente, garante, não pretende agir nessa condição e sim como presidente de um poder.
Para o deputado pernambucano Raul Jungmann (PPS), a situação de Dilma Rousseff “é absolutamente insustentável”, ou seja, se não renunciar ao mandato fatalmente será afastada pelo processo de “impeachment”. É o que afirma também o deputado Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).
Para que a admissibilidade do pedido seja aceita, são necessários 257 dos 513 votos na Câmara Federal.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

Reincidência faz de Dirceu um mártir do cinismo

Josias de Souza Ao  condenar  José Dirceu a 23 anos e 3 meses de cadeia, nesta quarta-feira (18), o doutor Sérgio Moro transformou em pó a análise de conjuntura que o diretório do PT aprovara horas antes. Na sentença do juiz da Lava Jato, Dirceu não é o “heroi do povo brasileiro” retratado no grito de guerra da militância, mas um criminoso  reincidente . Ainda assim, o documento do PT refere-se à Lava Jato como uma operação “golpista”. “A Operação Lava Jato desempenha papel crucial na escalada golpista”, anotou o PT na sua análise de conjuntura. “Alicerçada sobre justo sentimento anticorrupção do povo brasileiro, configurou-se paulatinamente em instrumento político para a guerra de desgaste contra dirigentes e governantes petistas, atuando de forma cada vez mais seletiva quanto a seus alvos, além de marcada por violações ao Estado Democrático de Direito.” Preso em Curitiba desde agosto de 2015, Dirceu foi sentenciado por ter recebido pixulecos que somam R$ 15 milh...