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Dinheiro a rodo barra impeachment


Num Governo em que dinheiro é carregado na cueca e cai também do céu é muito provável que os votos dos deputados indecisos e os rebeldes sejam comprados a peso de ouro para salvar a malvada do impeachment. Os ministros palacianos – Edinho Silva (Secom), Jaques Wagner (Casa Civil) e Berzoini (Governo) – já foram escalados para a operação nada republicana.
Eles acompanharam estupefatos pelos aparelhos de TV no Palácio do Planalto o placar acachapante a favor da chapa de oposição que instalou a comissão especial de análise do pedido de impeachment da presidente Dilma. Descobriram que o Governo não tem, como imaginava, os 300 deputados “fiéis''. Mais de 40 parlamentares ainda se ausentaram da sessão.
O número é sugestivo. Foi Lula, o chefe da quadrilha do petrolão, que disse, ainda na oposição, que o Congresso tinha 300 picaretas, frase que virou música num País em que tudo acaba em piada ou em pizza. Mas não combateu nenhum deles. Pelo contrário, governou com mais de 300 picaretas e com eles se lambuzou, promovendo um dos maiores assaltos aos cofres públicos da história do País.
Nunca dantes na história se roubou tanto! O resultado dessa roubalheira, não tenha dúvida, vai servir para comprar a peso de ouro os deputados-chantagistas que aguardam apenas a visita domiciliar dos que serão escalados para passar o chapéu, provavelmente os mesmos que se grudaram diante da TV e quase desmaiam com a derrota do Governo corrupto na votação da Comissão Especial do Impeachment.
O PT, entretanto, não está inventando a roda. Está apenas sendo fiel a uma cultura podre da política brasileira, onde o político vale o quando pesa. Agiu assim Sarney para aprovar cinco anos de mandato e também Fernando Henrique Cardoso para mudar a Constituição, aprovando o direito à reeleição.
Os fatos e as verdades estão gravados e arquivados. Uma simples consulta ao Google o caro leitor comprovará. O fato, voltando a ordem do dia, como se diz no Congresso, é que o Governo não tem, hoje, número suficientes de deputados para barrar o impeachment. A ordem no Planalto é abrir o cofre das emendas e liberar mais cargos represados em estatais nos Estados para os deputados “indecisos''.
Isso ocorreu nos últimos dois meses, sem sucesso, pelo que se vê. Mas Dilma respira. Pelo regimento, a oposição precisa de 342 votos em plenário para levar adiante o processo ao Senado, instância final do processo. Há esperança para o Palácio e sobra dinheiro, que vai ser arrecadado da mesma forma que fizeram com o mensalão e o petrolão. Tem deputado que vai fazer seu pé de meia tirando proveito de um governo moribundo, que a sociedade deseja ficar livre dele.
O ABRAÇO DO TAMANDUÁ – Dilma e Temer tiveram uma conversa protocolar. Conversaram como manda a regra do jogo: escondendo as verdades. A relação entre a presidente e o vice ficou desgastada depois de uma carta enviada a ela por Temer. Na mensagem, Temer se queixou de ter sido tratado como um vice "decorativo" e enumerou momentos em que, no entendimento dele, foi deixado em segundo plano pela presidente. Apesar do teor da carta, Temer negou que se tratava de rompimento. O episódio, no entanto, ligou o sinal de alerta no Planalto, preocupado em não perder aliados neste momento em que tramita na Câmara o processo de impeachment.

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