Do Diario de Pernambuco – Tércio Amaral
Movimentos contrários à presidente Dilma vão realizar uma manifestação hoje no Recife Antigo
Em tempos de incerteza da permanência da presidente Dilma Rousseff (PT) no cargo, o ambiente político no Congresso Nacional não anda dos mais amistosos. A expectativa, agora, é que os grupos que são a favor ou contra o impeachment expressem suas posições nas ruas do país. Hoje, na capital pernambucana, será realizado o primeiro protesto Todos na rua pelo impeachment, com concentração na Praça do Marco Zero, no Recife Antigo, a partir das 10h. O encontro é organizado pelos movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre e Avança Brasil e, apesar de não ter ligações com partidos, alguns políticos são esperados pela organização, a exemplo dos deputados federais Jarbas Vasconcelos (PMDB), Mendonça Filho (DEM), Augusto Coutinho (Solidariedade), além da deputada estadual Priscila Krause (DEM) e o vereador do Recife André Régis (PSDB), todos da oposição.
O advogado e um dos organizadores do encontro Gustavo Gesteira tem um discurso pronto. O movimento, segundo ele, será realizado em diversas cidades do país com apernas um objetivo: a saída, pelo impeachment, da presidente Dilma. “É uma manifestação em favor do impeachment da presidente Dilma, com embasamento jurídico descrito pelo parecer de Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal”. Não está previsto, no Recife Antigo, discursos, nem caminhadas. A expectativa é que políticos e militantes se encontrem pacificamente na Praça do Marco Zero para debater a crise e a atual situação econômica do país.
Atualmente, este parecer jurídico vem sendo discutido na Câmara sob a anuência do atual presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Além das “pedaladas”, que justicam a peça jurídica, a oposição entende que a gestão petista não tem mais condições de continuar à frente do país. “O governo é péssimo, trouxe a corrupção para dentro da administração pública. É uma gestão que fez o brasileiro perder todas as conquistas das últimas décadas. Hoje, não temos crescimento econômico e amargamos uma inflação na casa dos 10%”, reforça Gustavo, dando uma prévia do que será “debatido” hoje na manifestação.
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