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Corrupção: do Vaticano à Fifa, não sobra nada


Renato Riella
Hoje vemos a generalização da corrupção. Não fiquemos complexados, pensando que é só no Brasil…
Fifa, Vaticano, quase todos os governos, reinados sofisticados, legislativos diversos, judiciário, outras grandes igrejas, Volks, Vale, HSBC, telefônicas, petrolíferas – está todo mundo roubando muito.
É quase impossível alguém manter um padrão classe A no mundo sem roubar, sem esconder fortunas, sem quebrar planos de previdência, sem explorar os pobres de forma desumana, sem guardar dinheiro em “paraísos” fiscais infernais, sem matar inocentes em barragens criminosas.
Mas a grande maioria da população não tem oportunidades. Não tem chance de nada. Os jovens mais corajosos encurtam a vida como traficantes de drogas ou assaltantes, para comprar produtos da Nike. Isso atinge principalmente os mais escurinhos.
Enquanto isso, a mídia exige que as pessoas sejam sempre jovens, bonitas, de cor clara, vestidas com grife, em busca da fama.
Todo mundo quer ser Neymar ou Beyonce (estes, ex-negros).
O funil do sucesso deixa passar para a fama um jogador ou uma modelo, entre milhões de jovens que tentam essas carreiras charmosas.
Os outros compram grifes falsificadas e vêem na TV o esbanjamento dos craques em Porsche, vestidos milionários, iates, viagens fantásticas, casais lindíssimos, silicone, operações plásticas incríveis e rasgação de dinheiro.

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