Os ataques desta sexta-feira (13) em Paris deixaram pelo menos dois brasileiros feridos, segundo o Itamaraty. Até as 21h desta sexta, o consulado-geral do Brasil em Paris não tinha repassado mais informações sobre as vítimas nem sobre seu estado. A cônsul-geral do Brasil na cidade, Maria Edileuza Fontenele Reis, está acompanhando diretamente os casos. Os ataques com tiros e explosões deixaram ao menos 35 mortos em dois bairros de Paris, segundo fontes policiais. Cerca de cem pessoas também seriam reféns de um atirador na casa de shows Bataclan. Em reação aos ataques, o presidente francês, François Hollande, declarou estado de emergência em toda a França e fechou as fronteiras do país. Hollande também enviou o Exército para a capital francesa. Cerca de 70 mil brasileiros vivem na França, segundo dados de agosto do Itamaraty, grande parte deles na capital. A cidade também é um dos principais destinos turísticos dos brasileiros na Europa. O telefone de plantão do consulado, que deve ser usado apenas para emergências, é (+33) 680 12 3234.
Foto: EBC
Estadão Conteúdo – O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), pediu ao Ministério da Justiça e ao Governo do Distrito Federal que acionem as polícias Federal e Civil para investigar a atuação de movimentos que estão acampados no gramado em frente ao Congresso Nacional, pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A solicitação foi motivada, segundo o petista, pela prisão, na noite de quinta-feira, 12, de um manifestante que estava acampado no local. No carro dele, policiais apreenderam uma arma de fogo e outras armas brancas, como soco inglês e furadores de coco.
“Frente a tal episódio, que revela o caráter violento e fascista dos agrupamentos golpistas, consideramos extremamente temerária a manutenção dos acampamentos nas proximidades do Congresso Nacional, que têm por objetivo destituir a presidenta Dilma Rousseff”, afirma Machado em nota de repúblico lançada nesta sexta-feira, em nome da bancada do PT. Sem citar nomes de grupos, o líder destaca que o partido respeita a liberdade de expressão e de manifestação, mas avalia que os grupos representam uma “inconteste ameaça a qualquer pessoa que eventualmente circule nas áreas adjacentes aos acampamentos”.
Desde o dia 21 de outubro, manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) estão acampados no gramado em frente à Câmara. Apesar de ter a autorização do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o acampamento contraria ato do Congresso de agosto de 2001, que proíbe montagem de tendas ou similares no gramado em frente aos prédios das duas casas legislativas. Em um gramado mais adiante, há também um pequeno grupo acampado pedindo a intervenção militar. A assessoria da Câmara não se pronunciou sobre o incidente de quinta-feira.
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