Pular para o conteúdo principal

Delator: Renan pediu verba para a campanha do filho


Do Portal G1
Em um dos seis inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) que apuram seu envolvimento com a Lava Jato, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é investigado por ter solicitado ao dono da UTC, Ricardo Pessoa, R$ 1,5 milhão.
O dinheiro seria para financiar a campanha política de seu filho, Renan, ao governo de Alagoas. As doações foram repassadas ao diretório do PMDB em Alagoas.
O senador teria pedido a verba ao empresário em razão da contratação do consórcio para execução da obra da usina nuclear Angra 3. O caso foi apontado por Pessoa em delação premiada.
Pela contratação, disse o delator, a empreiteira deveria pagar R$ 30 milhões ao PMDB. Desse total, R$ 3 milhões foram divididos entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e Renan Calheiros, para financiar as campanhas dos filhos dos dois senadores.
Segundo a Polícia Federal, as informações de Pessoa "podem consubstanciar os delitos de corrupção passiva e lavagem de dinheiro".
Renan nega envolvimento com o esquema de corrupção.
O pedido do presidente do Senado teria ocorrido em um jantar no Hotel Emiliano (SP), de acordo com o empreiteiro. Pessoa entendeu que a demanda fazia parte da solicitação de R$ 30 milhões feita pelo senador Edison Lobão (PMDB-MA), que comandava o Ministério de Minas e Energia, para financiar o PMDB nas eleições de 2014.

A Polícia Federal diz que há suspeita de que doações eleitorais também mascararam desvios na Eletronuclear.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Mapa das facções em presídios brasileiros

'Fi-lo porque qui-lo': aprenda gramática com frase histórica de Jânio Quadros

FI-LO PORQUE QUI-LO                       Vamos lembrar um pouco de história, política e gramática?                     O ex-presidente Jânio Quadros gostava de usar palavras difíceis, construções eruditas, para manter sua imagem de pessoa culta. Diz o folclore político que, ao ser indagado sobre os motivos de sua renúncia, em 1961, teria dito: "Fi-lo porque qui-lo".                     Traduzindo para uma linguagem mais acessível, mais moderna, ele quis dizer "fiz isso porque quis isso", ou, simplificando, "fiz porque quis".                     Esse "LO" nada mais é que o pronome oblíquo "O", que ga...

O milagre do Natal de 2017

Vinicius Torres Freire – Folha de S.Paulo "84 SERÁ igual ou pior que 83", dizia a manchete desta  Folha  no Natal de 1983, baseada em pesquisa com empresários. O Brasil vivia o pior triênio de recessão do século. Em 1983, a economia encolheu 2,9%. No entanto, em 1984, cresceria 5,4%. Um grande erro feliz de previsão. Pode acontecer em 2017? Hoje, dia de festa, vamos mudar um pouco de assunto. Vamos falar mais do espírito dos Natais de crises passadas. "Henry Ford confia num próximo melhoramento da situação econômica" era a primeira notícia da "Folha da Manhã" do Natal de 1931, outro fim de triênio triste da economia. Ford errou. A economia americana melhoraria apenas uma década depois, na Segunda Guerra. "Várias opiniões favoráveis à Constituinte" era a manchete política. O Brasil vivia sob o governo provisório da Revolução de 30. Golpe? Divertida mesmo era a publicação de mais um capítulo inédito de "Viagem ao Céu", de Mo...