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Advogado diz que federais foram “educados” com Cunha

O advogado Ticiano Figueiredo, que integra o núcleo de defesa de Eduardo Cunha (PMDB/RJ), disse que os policiais federais que prenderam o ex-deputado nesta quarta-feira, 19, na garagem do prédio onde ele ocupava um apartamento funcional em Brasília, na Asa Sul, "foram extremamente educados".
À porta da Polícia Federal em Curitiba, onde o peemedebista chegou escoltado por agentes da PF às 17h05, Figueiredo relatou que na parte da manhã os agentes estiveram na residência de Eduardo Cunha, na Barra da Tijuca, no Rio, mas não o encontraram.
"Por óbvio, (o ex-deputado) ficou sabendo que havia mandado (de prisão) contra ele. Na sequência, um advogado nosso em Brasília deslocou-se até o apartamento (na Asa Sul). Imediatamente, chegaram os policiais."
Figueiredo contou que "educadamente os policiais esperaram (Eduardo Cunha) guardar suas coisas".
"Eduardo Cunha foi preso no apartamento funcional que ocupava em Brasília", disse o advogado.
O ex-deputado foi localizado pela PF por volta de 13h15 na garagem do edifício na Quadra 316 Sul, Bloco B. Estava acompanhado de um de seus defensores.
"Ele estava tirando as últimas coisas essa semana do apartamento funcional", relata Ticiano Figueiredo. "Os policiais o prenderam na garagem do edifício para evitar exposição e de lá seguiram direto para o hangar da Polícia Federal."
"Todos os factoides que ele (Cunha) estava em uma padaria na Asa Norte e que tentaria fugir não são verdade. Reitero que os policiais, educadamente, aguardaram (Cunha) fazer as malas, aprontar algumas coisas. Saiu pela garagem. Eduardo Cunha não foi algemado em momento algum."
O advogado disse que Eduardo Cunha não reagiu à ordem de prisão. "Ele agiu de forma serena, não reagiu. Pelo contrário."
Sobre a ordem do juiz Sérgio Moro, que decretou a prisão de Eduardo Cunha diante da "possibilidade concreta de fuga", o advogado declarou.
"Qualquer coisa relacionada à fuga o que podemos dizer é que esse pedido prisão ficou no Supremo Tribunal Federal por mais de quatro meses. O Supremo não decidiu (sobre o pedido de prisão apresentado pela Procuradoria-Geral da República), o que significa que não havia elementos para prender. O pedido de prisão é coisa urgente. (Em Curitiba) em menos de uma semana (Cunha) acaba preso, sem qualquer fato novo. Mais importante é esclarecer os motivos da prisão de forma serena."

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