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PT joga para militância


O vazamento de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria preso, ontem, não passou de um balão de ensaio montado pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Com a intenção de vender a velha lorota de que o ex-presidente é vítima da elite branca, o PT calibra o discurso de resistência para empolgar a militância.
João Santana, marqueteiro do partido e idealizador de propagandas de desconstrução de adversários petistas, foi quem arquitetou o plano levado a cabo pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, fiel escudeiro de Lula. Santana, assim como o ex-presidente, é investigado pela Operação Lava Jato.
A força-tarefa da operação, coordenada pelo juiz federal Sérgio Moro, tem provas suficientes para prendê-lo. O Ministério Público cercou-se de depoimentos, delações e materiais robustos que complicam Lula, ex-ministros e a família dele. Mas a data da prisão, por determinação da coordenação da investigação, está mantida sob sete chaves.
A Polícia Federal, responsável pela execução das prisões, surpreendeu-se com a notícia. Não há a previsão de nova fase da Lava Jato nesta semana. Por enquanto, os procuradores estão debruçados na análise de documentos. Nem mesmo os agentes foram convocados para nova operação, o que acontece obrigatoriamente quando da ocasião de novos desdobramentos da investigação.
É consenso nos meios de investigação que a hora do ex-presidente chegará, mas, por enquanto, tudo não passou de teatro do PT. Uma peça que relata o drama do ex-metalúrgico que chegou ao poder e se corrompeu, em vez de ajudar o pobre.

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